GRIPE ESPANHOLA (2020)
Junto com esta carta, fica minha obra mais recente.
Aquela que você gostou e que chamei “Hope Soup” e "Urubus sem pena".
Ela tem um pouco da fome artística que sinto cada vez que estou frente ao papel fotográfico de 250gr.
Também tem a minha frustração por 1 ano da pandemia, e uma pisca de desconformidade pelo Brasil, pela minha cidade (Lima) e comigo.
Faz uma pausa aqui, e bota pra escutar “Contigo en la Distancia” de Caetano Veloso.
Certamente, se eu não tivesse poesia fugiria de casa.
Escrever tem me salvado.
Não posso negar, sou um torcedor roxo do subjetivo, das representações, do artificial.
E sinto que temos isso em comum:
Olhando para velhas fotos de estranhos, podemos reinventar e imaginar histórias em nossas cabeças.
Aliás, às vezes fico com enxaqueca por ansiedade acumulada.
Tento pensar no futuro e em como vamos lembrar desta época.
Vamos sonhar grandes tragédias ou inventá-las?
Vamos delirar com aglomerações ou fantasiar com encontros virtuais?
"Hope Soup"
"Hope Soup"
"Urubus sem pena"
"Urubus sem pena"
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